Após quase três semanas de paralisação, professores estaduais retomam as atividades com acordos firmados entre o SINTERO e o governo de Rondônia.
Porto Velho, 26 de agosto de 2025 — A greve dos profissionais da educação da rede estadual de Rondônia foi oficialmente encerrada nesta terça-feira (26), conforme anúncio feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTERO). A paralisação, iniciada no dia 6 de agosto, será suspensa e os docentes retornarão às salas de aula já na quarta-feira, dia 27 de agosto.
O fim do movimento ocorreu após articulação direta do governador de Rondônia, que negociou com a categoria e firmou compromissos que atendem a parte significativa das reivindicações dos trabalhadores.
Principais pontos do acordo firmado:
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Auxílio-alimentação de R$ 500,00 para servidores que recebem até quatro salários mínimos;
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Auxílio-transporte de R$ 200,00 para o mesmo grupo de servidores;
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Envio de Projeto de Lei à Assembleia Legislativa até o final de setembro de 2025 para formalizar os benefícios.
Além disso, o sindicato se comprometeu a não realizar novos movimentos grevistas em 2025 e 2026 com base nas mesmas reivindicações agora atendidas.
Negociações seguem em aberto
Embora o retorno às atividades esteja confirmado, as negociações entre sindicato e governo ainda continuarão sobre temas como:
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Progressão funcional dos técnicos educacionais dos níveis 1 e 2;
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Reconhecimento de titulação para especialistas, mestres e doutores.
A Seduc deverá agora reorganizar o calendário letivo para repor os dias parados, com previsão de reposição das aulas aos sábados ou em período estendido até o fim do ano letivo.
Impacto e expectativa
A greve afetou cerca de 170 mil alunos em todo o estado e causou preocupação quanto ao cumprimento da carga horária mínima exigida por lei. Com o retorno, há expectativa de estabilização no ambiente escolar e retomada do ritmo pedagógico.
A comunidade escolar aguarda agora os próximos passos do governo e do sindicato, especialmente no que diz respeito à valorização permanente dos profissionais da educação e ao investimento em melhorias estruturais nas escolas públicas.
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