A Porto Velho que não aparece nos vídeos: distritos cobram ações e denunciam abandono
Enquanto o prefeito Léo Morais intensifica sua presença nas redes sociais divulgando vídeos e propagandas sobre as obras realizadas em Porto Velho, a situação dos distritos segue em completa contradição com o discurso oficial.
Em comunidades como o Distrito de Rio Pardo, a realidade é de abandono, descaso e infraestrutura precária. Na última semana, a redação recebeu diversas denúncias de moradores relatando que pontes e estradas encontram-se sem qualquer tipo de manutenção. Segundo os residentes, há quase dois meses a prefeitura tem sido cobrada, mas nenhuma providência foi tomada.
Rio Pardo, assim como outros distritos — Abunã, Calama, Demarcação, Extrema, Fortaleza do Abunã, Jaci-Paraná, Nazaré, Nova Califórnia, Nova Mutum Paraná, Mutum-Paraná, São Carlos, União Bandeirante e Vista Alegre do Abunã — continua esquecido pela gestão municipal.
Os moradores afirmam que, enquanto a capital recebe atenção e marketing, eles convivem com dificuldades básicas de deslocamento, acesso a serviços públicos e segurança. Um vídeo enviado à nossa equipe mostra um grupo de moradores construindo, com recursos próprios, uma ponte essencial para o tráfego local. “Aqui passa caminhão de leite, passa ônibus escolar, passa tudo. E a prefeitura não fez nada.
A comunidade teve que se unir para resolver”, relata uma moradora. A obra improvisada, realizada pelos residentes da Linha 3, expõe a fragilidade da infraestrutura rural e a ausência de apoio público. Indignados, os moradores questionam o papel da gestão: “Votamos para ter estrada, saúde melhor, educação melhor. E cadê? Nada.
Se queremos ponte, temos que fazer. Se queremos estrada boa, temos que fazer. Tudo por conta própria.” A gravação, feita por Mara Santos, reforça o sentimento crescente de abandono entre as comunidades dos distritos. A população pede mais respeito, responsabilidade e ações concretas do prefeito Léo Morais, que, segundo eles, precisa olhar além das câmeras e das propagandas para enxergar a realidade das famílias que vivem longe do centro da capital.
Direto da redação.










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